Dicas de Marketing em redes sociais


O mercado digital tem como uma de suas características principais a sua extrema volatilidade. O que era novidade num mês, num outro pode se tornar praticamente assunto de museu. E esta característica não poderia deixar de ser aplicada às redes sociais, cuja rápida evolução já está provocando uma mudança significativa nas relações entre usuários e marcas.

Se há alguns meses se comentava que o interessante era abrir um canal próprio no YouTube, hoje em dia o cenário se apresenta com uma mudança significativa e, claro, ela atende pelo nome de Facebook. A rede social que permite inserir aplicações customizadas em sua plataforma já começa a colecionar cases de empresas interessadas nesta facilidade, o que dá uma nova dimensão ao marketing social.

Algumas tentativas anteriores não foram tão bem sucedidas. O Google testou o uso de links patrocinados em páginas do Orkut, mas a experiência se revelou um tanto quanto perigosa. Enquanto alguns anunciantes viram seus links sendo relacionados a comunidades de "gosto duvidoso", o oposto também ocorreu: alguns links apareciam meio fora de contexto. Mas isso não significa que este seja o fim da experiência - basta que os filtros contextuais se aperfeiçoem e assim apareçam links realmente afins com o perfil de quem está navegando.

Por outro lado, o MySpace parece não ter tido problemas com a inserção de banners e anúncios em suas páginas, o mesmo acontecendo com o Facebook. No entanto, o sistema parece estar longe de funcionar perfeitamente, porque agora mesmo, enquanto escrevo este artigo, descobri um skyscraper no Facebook cujo teaser é "O Pan já começou! E você? Vai ficar aí parado?" Bem... algo parece que precisa ser revisto aí.

De qualquer forma, o marketing em redes sociais já é fato, e o que é necessário agora é checar quais são as melhores práticas, métodos e processos para potencializar este poder. A questão é que mensurar este tipo de interação é algo bastante complexo, já que as dinâmicas das redes sociais são diversas e nem sempre totalmente visíveis sob a fria ótica dos números.

É preciso pensar em novas maneiras para dinamizar e mensurar esta relação - e isto não será algo fácil. A boa notícia é que essa revolução está apenas no começo e certamente a prática levará a processos mais "seguros" conforme o tempo for passando e as tecnologias de behavorial targeting forem se aprimorando.

Mas, enquanto isso não é factível, o importante é não negligenciar o poder das redes sociais, e reservar uma parte do budget de marketing nestes veículos. Para isso, vale a pena pensar nos seguintes tópicos:

Pesquise o seu público-alvo. Certamente você já tem uma idéia bastante clara do tipo de público que quer atingir. Sabe que cada vez mais precisa oferecer o que eles querem, na hora em que querem e onde eles buscam informações a respeito do que querem. Portanto, nada melhor do que pesquisar. Visite as comunidades relacionadas a seu produto, ou que reúnam as pessoas que você quer atingir, no MySpace, no Orkut, no LiveJournal, no Facebook etc. Vale a pena investir seu tempo para conhecer a linguagem destas pessoas, o que elas esperam, como interagem. Assim, o risco de fazer uma campanha equivocada ou fora de foco é consideravelmente reduzido.

Tente validar seu investimento. Será que vale a pena investir num banner em alguma rede social? Se você acredita que sim, então fique atento às métricas dos cliques. Lembre-se que banners são meios "conservadores" de publicidade num ambiente onde a interação e a troca de idéias na maioria das vezes tem muito mais impacto do que uma campanha "institucionalizada".

Veja as outras formas de interação. Não só os fóruns de discussão ou os canais do YouTube apresentam algum tipo de interação com as redes sociais. Os blogs já provaram seu poder catalisador de opiniões, e é preciso também lembrar dos espaços oferecidos nos comunicadores instantâneos - neste caso, sabemos que alguns espaços nos comunicadores mais badalados estão entre os lugares mais caros e cobiçados. Se você tiver verba, ótimo - se não, os blogs continuam sendo uma boa pedida também, justamente por seu poder de viralização das mensagens.

Meça, é claro. Sim, ainda não existem métricas totalmente eficazes para este tipo de ação, mas isso não significa que você não deva monitorar o desempenho através dos números que conseguir. Já existem empresas no Brasil que fazem a monitoração das redes sociais, e são capazes de fornecer relatórios das citações que uma marca recebe neste inesgotável universo de discussão. Combinando-se este tipo de mensuração com as métricas que certamente sua campanha de blogs e anúncios gerar, ao menos você terá uma idéia a respeito da efetividade de suas ações junto às redes sociais. Por exemplo: você pode descobrir que aquele banner legal que você colocou numa comunidade do MySpace, apesar de ser bastante clicável, gerou uma repercussão negativa nos fóruns de discussão. O equilíbrio entre "quantitativo" e "qualitativo" faz toda a diferença.

Aposte no customizável. As coisas estão partindo para um nível de personalização jamais visto anteriormente. Depois do furacão Facebook, o caminho para as outras redes sociais é permitir que se desenvolvam aplicações customizadas dentro de suas plataformas. Certamente, criar um widget, por exemplo, para os fiéis participantes da comunidade sobre seu produto pode ser bem mais efetivo do que encher a página de banners.

Fonte: iMasters




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